TUTU, o ateliê de sapatilhas


A coluna daqui quer mostrar a todos os leitores as melhores oportunidades de consumo da moda local, que tenham preocupações pertinentes e que estimulem a economia criativa do estado. Já passamos por diversos nichos do mercado e literalmente fomos, da cabeça até QUASE o pé.

 

Mas, hoje, conseguiremos cumprir com o ditado apresentando a já bem conhecida marca de sapatilhas curitibana: TUTU ateliê. A empresa, comandada pela dupla de amigos Fabiana Montalvão e Gustavo Krelling, surgiu de uma forma bem moderna, através do e-commerce. Estudante de design de sapatos, Fabiana vislumbrou uma possibilidade de trabalho com um segmento já bem consolidado na moda feminina – a sapatilha. Seu amigo e colega no curso de artes plásticas, Gustavo, também enxergou esse segmento e, mesmo trabalhando com figurinismo à época, topou o desafio.

 

Tutu o ateliê de sapatilhas - Even More

 

Eles contam, em muita sintonia, que o trabalho de pesquisa e consolidação da marca levou quase um ano – bem conturbado, entre outras coisas pela gravidez de Fabiana. “Queríamos transmitir não só um produto, mas uma sensação da marca para o consumidor”, conta Gustavo. E conseguiram. Em 2011, após o lançamento do site eles sentiram a necessidade de ter um espaço pela constante procura dos clientes locais.

 

“Queríamos tirar as coisas de dentro de nossas casas”, diz Fabiana. Nessa busca, passaram por um primeiro local e, logo, mudaram-se para o que hoje é o ateliê da Tutu, na Rua Carlos de Carvalho em plena Praça da Espanha. A sobreloja, carregada de um aconchego visual, transmite a intenção das sapatilhas: de comodidade e bem-estar. “Queríamos que a loja tivesse a cara que demos ao site, para que as pessoas que viessem nos visitar sentissem essa correspondência”, comenta Gustavo.

 

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E esta preocupação, logicamente, é o que se estende e diferencia o produto em si. Sempre em busca de modelos atemporais, que possam ter um consumo constante pelas clientes mais fieis; eles desenvolveram diversas características que marcassem uma legítima Tutu. O saltinho em madeira, a flexibilidade do solado e a parte interna estofada, são apenas alguns dos itens constantemente trabalhados para dar ainda mais identidade à marca. Além da aura do local que remete, evidentemente, à delicadeza do ballet, com já sugere o nome.

 

Segundo Fabiana, o que eles visam é trabalhar sempre com algo que seja significativo e intransponível durante o tempo. “Temos características que não vão se perder com a passagem de tendências”, conta. A busca pelo clássico, faz das Tutus um item indispensável que supera o mero conceito de coleções. “Nós trabalhamos com algumas cores fechadas no inverno, por exemplo, mas não deixamos de ter e produzir as sapatilhas que as clientes buscam.”, lembra Gustavo.

 

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Preocupados em fazer girar a roda da microeconomia local, eles sempre buscam mão de obra de empresas familiares para ter um produto feito à mão. Além de ajudarem outras pequenas empresas, forma como eles mesmos se intitulam, também têm a possibilidade de fugir dos padrões vendidos às grandes indústrias que fabricam moldes em larga escala. “Hoje os produtos perderam um pouco a identidade. Chegamos ao nível de ir a um shopping e ver dois sapatos iguais em lojas diferentes, pois eles compram do mesmo fabricante padronizado”, desabafa Fabiana.

 

Por estes motivos, os modelos, cores e enfeites que levam a marca Tutu, sempre desenvolvida em discussão entre os sócios, são muito bem pensados. Pois abrir mão de uma tendência hoje, pode garantir ainda mais diferencial à marca no amanhã. O que os faz mais felizes? “É quando as pessoas se referem à sapatilha como ‘uma Tutu’. Nessa hora a gente vê que o trabalho é reconhecido dentro daquilo que nos propusemos. Não é mais só um produto, é um conceito”, contam orgulhosos.

 

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E é o que vem acontecendo. Este ano, a Tutu deu um importante passo abrindo a loja com vitrine para a rua, no piso térreo do ateliê. Isso garantirá uma maior visibilidade, fora a que eles já têm em seu veículo de origem, a internet. “Já enviamos para todos os estados do Brasil”, revela Gustavo. E nós, aqui na torcida, esperamos que não haja fronteiras para que os produtos regionais continuem ganhando o país, com o selo e cara da nossa moda local.

 

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