Oscar e O lobo de Wall Street


Como todos já devem saber, a lista dos indicados ao Oscar foi divulgada na última quinta-feira, 16 de janeiro, e pode ser lida em qualquer site de notícia, blog de cinema e até em sites não especializados na sétima arte.

 

Além disso, todos devem estar cansados de ouvir, ler e ver que os filmes “Trapaça” e “Gravidade” disparam com dez indicações, seguidos de “12 anos de escravidão” que concorre a nove.

 

Por isso, para não ficar repetitivo e cansativo, não chutarei os ganhadores, ou farei observações sobre as possíveis estrelas do prêmio, como já fiz no Globo de Ouro. Não. A partir de hoje, à medida em que eu for assistindo os principais filmes do prêmio da Academia, vou comentando-os.

Acredito que, desse modo, um filme de cada vez, você leitor possa ter tempo para tirar suas próprias conclusões, sem ter que captar uma chuva de opiniões das mais variadas categorias e dos filmes de todos os gêneros. Ademais, desse jeito, podemos ir ao cinema com calma e apreciar o longa como bem entendermos, dando atenção à atuação, ao roteiro ou à trilha sonora.

 

Até porque, chutar aqui é perigoso, pois o Oscar é famoso por politicagem, certas decepções (Leonardo DiCaprio e Mary Streep que o digam!) e surpresas, muitas surpresas!

 

Tendo dito isso, hoje falo sobre “O Lobo de Wall Street”. Esta obra, baseada no livro de memórias de Jordan Belford, vivido por Leonardo DiCaprio, conta a própria trajetória de Belford.

 

O protagonista, ambicioso e sem sucesso em Wall Street, resolve criar seu próprio negócio envolvendo a bolsa de valores. Ainda, para tudo isso ficar mais interessante, a trama é recheada de sexo, drogas, sexo, palavrões, dinheiro, mulheres nuas, mais drogas e mais sexo. Um sucesso masculino com certeza. E sem brincadeira, a coisa é tanta que chegou a ser polêmico nos EUA e censurado em vários países da Ásia, e claro, do Oriente Médio.

Aos desavisados, lembro que o filme é realmente um longa, tendo duração de 3 horas, mas como o elenco é ótimo, o tempo passa e você nem percebe. Além de DiCaprio que mergulhou brilhantemente, como sempre faz, no papel cômico – algo bem diferente daquilo que estamos acostumados a vê-lo – Jonah Hill como coadjuvante também dá show e até Mathew McConaughey, mesmo com uma ponta, nos faz rir. O trio trabalha ainda com a novata Margot Robbie, que pasmem tem 23 anos; Kyle Chandler, Rob Reiner e Jon Favreau.

 

Sobre a trilha sonora que adoro comentar, não é marcante ou nada do tipo, porém diverte e tem presença na cena.

 

Realmente, depois de tantos dramas e tramas de ação, Martin Scorsese fez um bom trabalho na comédia “O Lobo de Wall Street”.

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