O olhar que registra


Quando falamos em festa de casamento, logo nos vem à cabeça um batalhão de gente mega especializada. Contudo, o que falta muitas vezes é ter a sensibilidade de saber que trabalhar com serviços que se confundem com arte exigem do profissional algo muito além do famigerado carimbo “eventos”.

 

A fotografia, pelo menos, é um ramo no qual as coisas andam mudando bastante. Na visão de Fer Cesar ela “está em uma fase de amadurecimento, onde os profissionais, cada vez mais, buscam encontrar sua identidade. Há pouco tempo os fotógrafos mantinham um ‘padrão’ seja de fotografia seja de ‘momentos que devem ser registrados’, e todos os noivos se encaixavam no seu ‘padrão’. Agora, cada vez mais, a preocupação está em registrar a singularidade de cada ocasião.” Essa transformação se dá não só pela conscientização do profissional como artista, que precisa descobrir a forma como expressar melhor os momentos que irá registrar. Mas também do consumidor (noiva e noivo) que nas versões modernas 2.0, não mais aceitam pacotes prontos de serviço, e buscam criar a própria demanda no mercado de casamento.

 

 

Por este motivo, a eterna procura por novas inspirações dentro de sua área de atuação é algo essencial para quem quiser se destacar nesse meio tão exigente. A fotografia de casamento “inegavelmente tem suas particularidades, seja de mercado, seja da ocasião em si, mas ela tem dialogado muito com outros segmentos, como o fotojormalismo – tanto que alguns já adotaram o termo no vocabulário. Mas, pessoalmente, meu exercício maior é de não ver e não me ver como um fotógrafo de casamento, mas sim como um fotógrafo; que claro fotografa casamentos e é requisitado para tal, mas é partir do momento em que você começa a dialogar com outras fontes que seu trabalho cresce e ganha força.”, esclarece Fer.

 

 

Deixando um pouco de lado todas essas especificidades da ocasião, é preciso reconhecer que o fundamental é a essência do momento. Muito mais do que enfileirar parentes na entrada da recepção. Por vezes, sair do óbvio é o primeiro passo para ter algo extremamente genuíno. Mas, arrojar nunca foi nosso maior forte. Para Fer Cesar “o público curitibano em geral é super tradicional, seja no comportamento seja no planejamento do seu casamento. E falta um pouco de personalidade para assumir o que realmente desejam.” Isso na fotografia ou em qualquer outro “setor” da festa. Por este motivo, quando for escolher algum profissional para registrar essa data tão especial, lembre-se: o que vale não é mais a tradição, mas o olhar artístico daquele que eternizará sua festa, por isso identifique-se com seu profissional. 

 

As fotos que ilustram esse post são do Fer. Quer conhecer mais do trabalho dele? Clica aqui.

E essa foto aqui embaixo, ó, é do Alexandre Carnieri. 

 

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