O Novo Louvre


A marca curitibana Novo Louvre surgiu como um resgate nostálgico à história de uma família. As gerações anteriores a de Mariah Salomão Viana haviam feito muito sucesso com a loja de tecidos Louvre. Há tempos fechada, o prédio acabou sendo alugado para outro empreendimento. Mas a vontade dela de reconstruir parte de sua história, somada ao desejo crescente de dedicar-se à sua própria livraria, levaram-na ao local onde hoje fica o Novo Louvre.

 

A Trajano Reis, na época de seu lançamento, não tinha – nem de perto – essa aura descolada que possuí hoje. Contudo, isso não foi impedimento para que o negócio começasse a funcionar. No início, a livraria e café eram gerenciados por Mariah e sua irmã. Com a notoriedade do local, uma arara com roupas de diversos estilistas curitibanos foi incluída aumentando a força como uma multimarca local.

 

Novo Louvre

 

“Na época tinha uma estagiária da área de moda, e quando as pessoas me pediam para fazer algumas peças eu sempre dizia que fazia sim”, conta aos risos. Isso mesmo, a marca Novo Louvre, começou ao acaso. Se ainda não contei, me desculpe, mas Mariah é arquiteta e até pouco tempo não sabia ler muito bem a dinâmica de modelagens. “Nós produzíamos tudo com o que tínhamos”. As boas ideias tomaram força e, hoje, já uma conhecedora da área de moda, ela exporta seus produtos para diversos outros estados e o atelier tornou-se especificamente de produção para essas vendas, sem outras marcas, sem livraria, sem café. “Os pontos de venda no Brasil são: Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Fortaleza e Salvador. De exportação por enquanto somente o Japão”, conta. 

 

Novo Louvre

 

As estampas são o forte da marca, assim como as característica de alongar as mulheres. Com inspiração 100% na vida curitibana, a sacada de Mariah veio quando levou, pela primeira vez, o Novo Louvre para fora daqui, mais especificamente para o Rio e São Paulo. “Percebi que as pessoas tinham uma impressão de Curitiba que não era bem a verdade da cidade. Mas decidi usar essa boa imagem para vender nossa cara”, explica. Segundo ela, o Novo Louvre é uma marca de design, tudo que eles podem resolver com o design, sem chegar na produção, eles resolvem.

 

Novo Louvre

 

E 2014 foi o ano de várias mudanças. A equipe foi reestruturada, a produção aumentou. “Hoje trabalhamos apenas com os pedidos de outras lojas que compram nosso produto”. Eles não possuem loja em Curitiba, pelo mesmo problema que muitas marcas que por aqui já passaram, nos revelaram: o mercado curitibano não aceita muito bem o produto local, é preciso ir primeiro para fora para depois conseguir um espaço por aqui, e ainda assim é muito difícil.

 

Novo Louvre

 

Mas, para os consumidores regionais – afinal, mesmo que pequena, sempre há uma clientela interessada – há motivos para celebração.Apesar de trabalhar apenas com atacado, eles pensam em iniciar o varejo, novamente. Existe um projeto de e-commerce para sair, inclusive, e planos sérios para uma pop up store para o Verão 2016. “Nós sempre acabamos adiando pela grande demanda, todo mundo precisa ajudar quando os prazos apertam e esses projetos paralelos ficam para depois”. Por isso a data não é certa, mas eles sairão. Porém, quem quiser fazer uma visita, as portas estarão sempre abertas. Dedicada exclusivamente à produção da Novo Louvre, o espaço deixou de ser livraria, café e multimarcas, mas continua acolhendo seu clientes que quiserem bater um papo e conhecer mais da produção daqui.

 

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