Reptilia, no movimento de troca

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Num café em pleno feriado surgiu a oportunidade de conversar com Heloísa Strobel Jorge sobre sua marca: Reptilia. A arquiteta, que já havia se estabelecido na profissão, decidiu, como hobby, começar o curso de moda e, depois de levar para casa um prêmio regional pela coleção desenvolvida, entrou de cabeça nesse mudo que já a encantava desde muito tempo. “Quando criança eu já gostava de moda, mas com a falta de incentivo e alternativa na cidade, acabei indo por outro caminho”, lembra.

 

Contudo, a arquitetura abriu os horizontes de Heloísa. Segundo ela questões como a construção acompanhada do produto e, principalmente, a sustentabilidade, foram trazidas da antiga profissão para seu novo projeto de vida. Ela procura, sempre, acompanhar até mesmo as produções terceirizadas, e fornecedores.

 

even more moda daqui reptilia Heloisa

 

Moda e arquitetura caminharam juntas em sua vida até o final do ano passado, quando ganhou o Concurso Casa de Criadores em São Paulo, e decidiu dedicar-se integralmente à marca junto de seu sócio, e também artista plástico, Gustavo Francesconi. Com o apoio do projeto, ela conseguiu desenvolver diversas habilidades através da capacitação e hoje foca na exportação, como acontece com outros designers que já mostramos aqui. “É o movimento que tenho que fazer agora, pois meu produto ainda é muito mais valorizado no mercado externo”.

 

As peças são confeccionadas em material extremamente artesanal com preocupação ambiental sempre presente. A produção de couro de peixe, por exemplo, é bem menos poluente no processo de curtimento do que o couro bovino. E esta busca ecológica de Heloísa, já a levou a conhecer diversas outras formas de produção pelo Brasil, atrás do procedimento mais benéfico à natureza. Todo este caminho constrói a identidade da marca, Reptilia, fruto do projeto de conclusão do curso de moda, que a desafiou a abordar as trocas de pele, no movimento de trocas de roupas (com uma pitada de tietagem ao The Strokes, ela não nega).

 

even more moda daqui Reptilia coleção 2014

 

O processo criativo, sempre muito intuitivo, procura estabelecer um calendário de duas coleções anuais, embora não obedeça, necessariamente, ao ritmo padronizado dos desfiles de moda. “Às vezes não consigo dar conta, pois a confecção e teste de materiais tomam muito tempo”. Esta é outra razão, ainda, para que nenhum dos lançamentos seja apenas de inverno, ou verão. Com a proposta de exportação é preciso, também, conciliar o clima de ambos os trópicos.

 

Even More Moda Daqui Reptilia

 

Com linhas arrojadas, que trabalham materiais como o já citado couro de peixe, a seda artesanal e muitos detalhes feitos à mão, Reptilia conquistou um público em São Paulo e este ano caminha em direção à Paris e Nova Iorque. “Aqui em Curitiba ainda não consegui um ponto de venda, seja pelo modelo mais arrojado, seja por as pessoas não arriscarem nestes novos materiais”, conta. Mas o desafio incentivou Heloísa a pensar em criar linhas de acessórios que caminhem com a proposta da marca. “As pessoas ainda são mais ousadas nos acessórios e poderão conhecer a qualidade do produto.”

 

Reptilia coleção 2014

 

Reptilia coleção 2014

 

Reptilia coleção 2014

 

Reptilia coleção 2014

 

Reptilia coleção 2014

 

 

 

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