APOC, a arte pela moda

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Conheci o Gustavo Francesconi no dia em que fomos fotografar o atelier da Reptilia. Sócio da Heloísa, ele iniciou seu trabalho na moda com uma parceria para criar algumas batas e estampas. Mas Gustavo já trabalha seu lado criativo há muito tempo, com formação técnica em design de produto e depois a faculdade em design gráfico, ele ainda se aventurou em uma especialização em Barcelona em ilustração, e vem levando a vida entre sua arte e as agências, até que, este ano, decidiu que a APOC studio seria sua vida.

 

Dono de um estilo bem marcado no acrílico, hoje ele também faz experimentações com diversos tipos de material, em especial o vidro. E, perguntando sobre de onde se originou o nome que registra seu trabalho, ele responde: foi mais pela fonética do que pelo significado. A busca por algum som que remetesse a algo mais rudimentar, que fosse marcante e fácil. Surgiu a APOC, que com apenas 3 meses de “sede física” já está rumo a sua primeira exposição.

 

Apoc - Exposição 2014

 

As cores vibrantes e linhas características dos quadros também são repassadas para alguns trabalhos da Reptilia. O primeiro contato com a marca foi para a criação da logo, muito embora ele e a Heloísa já fossem amigos há algum tempo. Depois disso, seu trabalho de ilustração se tornou ainda mais interessante dentro da proposta da marca, com posteriores participações em ensaios fotográficos e coleções os laços se estreitaram mais e levaram Gustavo a topar a sociedade.

 

Apoc - Exposição 2014

 

Para ele, porém, a moda não pode ser uma arte, como são as artes plásticas, porque você necessita de muito mais identificação do seu interlocutor para que ele adquira o produto. “Na moda eu tenho que ter um público, uma linha a seguir, respeitar o posicionamento da marca no mercado”. Na arte a interação acaba sendo menor, segundo ele, uma vez que você observa, e não veste o produto, o que possibilidade uma característica autoral muito mais forte. Contudo, ambos os ramos estão estreitamente ligados para ele. “Há muita influência, com certeza, e ambas são formas de criação. A moda, contudo, te deixa um pouco mais preso pelas questões de mercado”.

 

Apoc -Exposição 2014

 

Nessa interlocução que Gustavo vive entre o estúdio e o atelier ele pode desfrutar muito mais do que apenas um artista convidado a criar uma coleção única para uma marca. “Eu preciso estar muito mais atento, eu posso explorar as referências que deram certo uma vez e reutilizá-las, se fosse apenas um convidado não poderia fazer isso”. Para ele, essa interação de todos os aprendizados e possibilidades de renovação que estimulam ainda mais o lado artístico, pois não é um processo que começa e acaba, ele se move e se transforma.

 

Apoc - Exposição

 

As inspirações de Gustavo estão em tudo, sejam artistas, dia-a-dia, das pessoas na rua, shows, tudo aquilo que o toca positivamente. E, no processo de expandir sua técnica como artista plástico ele vem trabalhando em novas misturas, materiais e técnicas. Para quem se interessou, um acervo de trabalhos e experimentações realizados entre 2013 e 2014 estará em exposição a partir do dia 06 de agosto no Wake up Colab (mais infos no evento)

 

Apoc - exposição 2014

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