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Marca de lingerie Ovelha Negra comemora aniversário com instalação sobre autoimagem

23 de outubro de 2018 - 09h59
Por Even More

A Ovelha Negra vem trazendo a vanguarda consigo desde a criação em 2013. No ano de comemoração dos 5 anos, um trabalho de reposicionamento traz na comemoração um presente para o cliente. A marca amplia, em alguns modelos, a grade para o manequim até o 60. Além dessa novidade, a tabela de medidas do e-commerce é adaptada para “tamanhos reais”, como diz Maria Eduarda Malucelli, designer à frente da OV.

Engana-se quem pensa na simples ampliação de produtos já existentse em tamanho padrão. O trabalho da Ovelha Negra envolveu um estudo de modelagem e entrevista com cerca de 60 mulheres para entender como perfis dentro do mercado plus size consomem lingerie. “Queria saber como elas escolhiam lingerie, o que elas pensavam quando viam fotos, como se sentiam comprando”, conta Maria Eduarda em entrevista à Viver Bem.

Nas pesquisas, o resultado é a fragilidade da representatividade real dessas mulheres em um mercado tradicional. Muito embora o segmento plus se mostre uma aposta grande dentro do mercado de têxtil e vestuário brasileiro (com aumento anual que chegou a 7% em 2017), não há uma sensibilidade em tratar a venda e produção para mulheres que tiveram, por muito tempo, suas imagens escondidas pelo mercado e pela mídia de moda.

Em momentos que se fala tanto sobre inclusão e diversidade de corpos é preciso ir além do produto em si e entender a forma de consumo e angústias de um público que tem uma autoestima atacada pela própria construção da imagem da mulher em sociedade.

Dos inúmeros problemas ao longo do caminho a falta de variedade e a oferta de peças “sem graça” foram as identificadas pela pesquisa da marca. Para oferecer a experiência construtiva, Maria Eduarda revela à Viver Bem que no processo de expansão trabalhou com projetos sob encomenda para criar modelagens e esta pesquisa chegava a durar quase um mês para cada peça.

Além da ampliação

Mas além das peças em nova grade, o trabalho constante da marca por crescer junto com as mulheres, trouxe outras novidades. Em parceria com a Genuína, a Ovelha Negra lançou há pouco uma linha de cristais eróticos numa campanha que estimula o autoconhecimento.

Sem julgamentos ou padrões, os discursos da marca vão sempre em direção às desconstruções para que mulheres criem uma rede de apoio e se fortaleçam juntas. Ainda no e-commerce há um espaço para blog onde diversos assuntos que cercam o universo feminino são abordados periodicamente.

Uma conversa sobre si mesmo

Para comemorar as novidades e celebrar a diversidade a marca, junto com o Instituto de Psicologia ComSentir, fez uma sessão fotográfica com 13 mulheres além de um grupo de conversa sobre percepção de autoimagem para registrar este momento de mudança. O resultado das fotos será exposto hoje (23/10) na instalação “Toda mulher tem uma história para contar”, com 20 imagens sem tratamento, assinada por Mariana Quintana, na Galeria Ponto de Fuga, anexa ao Ginger. O evento é gratuito e aberto ao público, mas precisa de inscrição prévia pelo link: https://bit.ly/2DXqu2v

Além da exposição, as psicólogas do Instituto e Maria Eduarda vão promover uma conversa sobre “A influência da representatividade na construção da autoimagem da mulher”. As portas da instalação abrem às 18h30 e o bate-papo inicia às 19h30 seguido de happy hour no Ginger.

Evento no Facebook neste link.

 

Toda mulher tem uma história para contar

23/10 a partir das 18h30

Galeria Ponto de Fuga – Rua. Saldanha Marinho, 1220 – Centro

www.ovelhanegra.co

@ovelhanegraunderwear

 

 

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