Marca curitibana é finalista no concurso da GQ Brasil e Reserva

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foto campanha UR TYPE / inverno17 Open Studio

 

Carmela Scarpi

 

Rodrigo Sasi, diretor criativo por trás da Open Studio (leia sobre aqui), ficou sabendo do concurso por meio de um cliente. "A princípio eu pensei em não fazer, mas é a maior revista de moda masculina do mundo e a gente tem um perfil do consumidor da GQ Brasil". A publicação, aliada à marca carioca Reserva, quer garimpar novos talentos no setor masculino pelo Brasil. Os finalistas concorrem a um espaço de divulgação na revista, uma coleção cápsula desenvolvida em parceria com a Reserva, que será vendida nas lojas em todo o Brasil, além de um período de incubação dentro do complexo da MALHA


Na semana passada, ele recebeu a notícia: estava entre as 10 marcas selecionadas em todo o Brasil e, já na próxima segunda, a Open Studio desembarcará no Rio de Janeiro para apresentar uma mini coleção temática sobre "A Sociedade do Espetáculo" para os jurados - e também Costanza Pascolato, que integra como conselheira.

 

Fomos até o novo showroom da marca para conversar brevemente sobre moda masculina, o concurso e o consumidor:


Existe uma característica do leitor GQ Brasil que você ache interessante e não alcança hoje na Open Studio? 


Rodrigo: Acho que o leitor GQ busca saber o que é o novo. A linha editorial da revista é muito avant-garde, vai numa linha bem europeia e acho que isso é um diferencial. Diferente do que vemos em outras revistas que parecem um pouco mais clássicas, nem sei se esse é o termo certo. Esse leitor quer novidades, mas tem medo de ousar. Então ele precisa de um veículo, de uma marca, ou os dois juntos, que passem essa segurança. De certa maneira a GQ pode trazer esse novo consumidor, que busca isso mas não tem acesso a gente por outros canais.

 


Augusto Mariotti, diretor de conteúdo da São Paulo Fashion Week, Igor de Barros, diretor criativo da Reserva, Alexandre Won, um dos maiores alfaiates do país, o diretor de moda Giovanni Frasson mais Ricardo Franca Cruz e Sylvain Justum, respectivamente diretor de redação e editor de moda da GQ Brasil

 

Como você vê hoje o consumidor da Open Studio? 


R: Nós temos uma roupa mais básica com twist. São básicos essenciais. Mas você veste e se sente cool. E muitos dos nossos clientes acabam virando amigos, queremos cada vez mais ter esse relacionamento e transformar a Open em um clube. E não um fechado em que ninguém entra, mas de quem chega até nós e quer fazer parte deste meio. 


E a Reserva? Como você vislumbra essa possível parceria visto que ela  é uma marca que tem bastante apelo nas tendências de comportamento para criar suas coleções?


R: Acho que esse seria o maior desafio de todos. Eu não sou um perfil de consumidor da Reserva, mas toda marca masculina exerce um poder muito grande sobre os caras e a partir do momento em que ele se identifica, ele acredita naquilo e ele consome aquilo. Para a Open Studio isso é um grande passo. Estar conectado com uma marca que tem um faturamento extremamente maior que o nosso, me coloca num patamar de posicionamento próximo à dela. Não significa que nossas características serão as mesmas, muito pelo contrário. Acho até que a ideia da Reserva é estar conectada com esses novos designers. É justamente esse sangue novo sabe? O refresh. Então, acho que talvez do ponto de vista de visibilidade a gente ganhe muito mais, mas como criativo, para eles, talvez seja muito mais rico. 


Mesmo sem saber quais foram os outros finalistas (a lista divulgada no site estava incorreta), Rodrigo está confiante no trabalho da Open Studio. Curitiba, cada vez mais abrindo seus potenciais para outros estados, se vê representada nesta competição com a oportunidade de continuar a se desenvolver e consolidar como polo na área de design de moda. Vamos torcer. 

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