ID Fashion Primeiro dia, primeiras impressões, desfile NovoLouvre


Recuperados do saldo de 6 horas contínuas de entrevistas, desfiles, conversas e muito glamour; a ME JULGUEM de hoje vai te contar tudo o que vimos – e o que não vimos – no primeiro dia da primeira edição do ID Fashion. As resenhas de desfiles serão dividas para ninguém envelhecer ao longo desse textão. Então, hoje teremos: saldo do evento + NovoLouvre e, amanhã, seguimos este baile.

 

Para quem caiu de paraquedas na matéria, o evento é uma realização da Fiep para estimular e promover a moda regional durante dois dias de interação, desfiles e experiências. Entre hoje e amanhã, o Museu Oscar Niemeyer recebe todas as atividades, como já comentamos nessa matéria aqui.

 

Bla bla bla, mimimi – vamos lá:

 

O Evento:

 

foto reprodução (instagram @idfashionpr)

 

De uma estrutura que até o último segundo eu duvidei, o ID Fashion se mostrou muito bem preparado para a proposta que trazia. Explico: o evento é gratuito, bastava fazer uma inscrição prévia pelo site e retirar uma pulseira na entrada. Contudo, o espaço de interação, assim como a sala de desfiles, têm capacidade limitada sujeita à lotação. O que passava na minha cabeça? Confusão.

 

O que eu vi? NA-DA. Absolutamente. Apesar das filas estratosféricas – evidentemente – para a retirada de pulseira plus entrada no desfile, o direcionamento da organização foi bem impecável. A única falha da qual fui vítima foram alguns lapsos de informação. Na chegada fui direcionada a um lugar errado e mesmo perguntando onde era a retirada dos crachás de impressa para a organização, eles não sabiam muito bem. O mesmo aconteceu pouco antes do desfile. A impressão era de que algumas pessoas só detinham essas informações, e eu escolhi as erradas. Mas né? Supera que dói menos, não abalou minha vida nem nada, só para constar e ser sincera por motivos de: isso aqui é ME JULGUEM.

 

 

O espaço Living Lab, onde 14 marcas expõem suas coleções (novas ou nem tanto), estava totalmente uniformizado com instalações de marcenaria. Dentre as conversas que tivemos com os estilistas participantes, os elogios foram unânimes. Para Maria Eduarda Malucelli, da Ovelha Negra, “o mais legal é que as pessoas vêm interessadas em conhecer a marca. Elas perguntam sobre a história e as peças”. Talvez, o atraente seja a impossibilidade de vendas. Isso mesmo, as exposições são para conhecer e avaliar (dando pontos, mesmo) os expositores. Não dá para comercializar nada nos espaços. Deixa tudo mais instigante, né?

 

Para Edson Andrade, da JACU, “dentro do que eles propuseram, o evento é um sucesso”. Fora o interesse do público, a exposição para a mídia é algo que percebemos com a entrada e saída, dos estandes;  de câmeras, gravadores, sites, blogs e muita gente interessada em conhecer os produto #DAQUI.

 

Se estamos felizes? Bem, confira a coluna “DAQUI” do Even More e veja a alegria em sabermos que há mais gente interessada em valorizar o trabalho que divulgamos há tanto tempo 🙂

 

Os Desfiles:

 

foto Jorge Mariano

 

NovoLouvre – “É muito mais do que a inauguração do Memorial de Curitiba”. Foi assim que começou minha entrevista a jato com Mariah Salomão, estilista da NovoLouvre, lá no backstage minutos antes do desfile. Com o tema: “Onde você estava em 1996?”, a apresentação trouxe um emaranhado de homenagens, à semelhança dos fios que enfeitavam os cabelos das modelos. A cor laranja faz referência à Janete Anderman, “uma parceiraça de longa data”, segundo Mariah. A cor que atravessa a obra da fotógrafa e artista plástica, encontrou um caminho para colorir o cinza predominante do desfile.

 

Cinza este que nos remete aos concretos do segundo tema do desfile, o Memorial de Curitiba. As fotos do ponto turístico ilustravam as estampas já muito características da marca, que alia arte à tecnologia na impressão digital nos tecidos, ou nos acabamos à lazer. O Memorial dialoga, inclusive, com o CEP do NovoLouvre, já que é vizinho do atelier/showroom, localizado no coração histórico de Curitiba.

 

A modelagem de viés vanguardista, característica da marca, continuou presente nas peças desfiladas, nada mais certeiro para um evento com nome de ID (identidade). Com sobreposições mais elaboradas e utilização de tecidos de diferentes texturas, a grife trouxe um ar de novidade à passarela. Minha atenção maior, contudo, foi para um novo perfil de estampas. Acostumada a ver as roupas NL com desenhos que se incorporam ao produto, eu visualizei imagens que compunham as peças como um acessório – mais esporádicas e espaçada – reforçando o tom de homenagem. Vale ressaltar ainda que os dois primeiros modelos foram confeccionados dentro da vertente upcycling, de reutilização de sobras de tecidos, que seriam descartados no processo – uma tentativa sustentável que funcionou muito bem.

 

1996 foi tema de um dia saudosista no atelier NL. “Era a saudade da adolescência para mim, e para o pessoal remetia a uma outra época, por que as gerações são diferentes”. 1996 foi a busca por uma referência no passado, que na pesquisa trouxe um ícone da cidade e na passarela, uma resposta perfeita para a nova coleção.

 

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fotos: Jorge Mariano

 

 

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