ID Fashion Desfiles: Abbici, Six One, Stooge e Ovelha + Velvet


foto reprodução

 

[Leia a primeira resenha aqui e a segunda aqui]

 

Sim, deixamos para depois do feriado a finalização dos textos sobre o ID Fashion da semana passada. Motivos? Queremos aproveitar essa sua cabeça descansada! Tirar uns dias de folga é bom para todo mundo, né?

 

Pois então, antes de começarmos nossa incursão pelo Lab Moda – próximo evento a agitar essa cidade maravilhosa nos meses de novembro e dezembro – precisavamos finalizar nossa opinião são o ID.

 

E para fechar os desfiles do segundo dia, aqui vão:

 

Abbici

 

 

Numa conversa pré apresentação, descobri que os criadores da Abbici estavam no evento para serem testados, como todos os outros; mas também para testarem. Isso mesmo, eles, que já estão há 20 anos no mercado de tricot, começarão uma empreitada no varejo.

 

Com vendas até então voltadas para o atacado, a marca sentia necessidade de se expandir na área criativa, um tanto limitada por conta do segmento em que estavam. Numa busca por novos desenhos e mercado, a Abbici então estreia com roupas de linguagem retrô, para uma mulher madura que quer estar na moda. Isso mesmo, a pegada 60/70 é a escolha na definição de padronagens e algumas modelagens também. Mas tudo de forma sofisticada, sem carregar aquele ar mais hippie que insiste em surgir nas releituras atuais.

 

Muito bom gosto estético e finalização digna de quem tem tanto tempo de estrada.

 

Six One

 

 

A marca de roupas de Cianorte trouxe uma overdose para a passarela, que até então havia prezado por um ritmo uniforme de apresentação. De uma coisa não podemos falar, eles mostraram absolutamente tudo o que podem produzir, do jeans à pele sintética.

 

Claro que existe quem ame esse estilo Versace de ser. Eu não. Por mais glamourizada que pareça essa “ostentação way of life”, a combinação: estampa, brilho, decote, sexy, justo; pode trazer mais confusão do que entendimento. E deixando meu gosto pessoal de lado, não havia nada muito novo na mistura de estampas que justificasse a passarela.

 

Com algumas peças avulsas de muito potencial, destaco o jeans. Numa apresentação cheia de informação, os modelos masculinos acabaram sendo meus prediletos, pela forma mais coerente de styling.

 

Stooge 

 

 

Com clima de filme de terror – embalando o halloween que estava por vir – a marca alternativa Stooge se inspirou nas histórias de piratas para trazer à passarela algumas estampas exclusivas do tatuador Ricardo Garcia.

 

Claro, cada trabalho de ilustração é único por si só, mas o suporte planejado para elas não empolga muito. Entretanto, não podemos deixar de dar mérito à utilização inteligente de recortes e modelagens mais simples para dar destaque ao desenho. Mas não sei, algo não fez meu coração bater pelas roupas e culpo aqui questões de gosto pessoal mesmo, nada relacionado a má condução de desenvolvimento de coleção.

 

Agora, uma coisa é certa, os acessórios chamaram muito mais a atenção do que as próprias roupas. E num todo geral, tudo tinha muita harmonia mesmo. Tanto de styling, quanto de produção dos modelos, ou mesmo ambientação – pelo som de tempestade em alto mar. O auge? A entrada inicial de um modelo inteiro tatuado de caveira – que na hora achei que era maquiagem e fui descobrir depois que não (aguardem o vídeo)!

 

Ovelha Negra + Velvet Underwear

 

 

Para fechar os dias de evento, as marcas de roupas íntimas Ovelha Negra e Velvet apresentaram, oficialmente, a união entre grifes, gêneros e ideais. Com tema confluência, as linhas, distintas justamente pelo gênero (uma feminina, a outra masculina); colocaram na passarela essa questão de transversalidade, de diálogo, de união.

 

Com características fortes de cada uma, no produto da outra, vimos as cuecas com as transparências OV e os Bodies com estampas antes não vista a não ser na Velvet. A confirmação desse casamento de ideologias se traduziu numa apresentação sintética, uniforme, indistinta.

 

A passarela evolui com a entrada de peças já conhecidas, outras não, numa verdadeira contação da história que trouxe Ov e Velvet para uma convergência. Ao final, culminamos com a apresentação das novas estampas feitas em parceria com o tatuador Caco Menegaz. Os recortes inteligentes que valorizam e dão suporte às mulheres continuam sem precedentes. Uma linguagem feminista – para elas e para eles. 

 

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