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Curadoria de materiais compõe história nas peças assinada pela H-AL

27 de novembro de 2018 - 09h33
Por Even More

Com o reaproveito de têxteis da indústria e demais ateliês a marca mantem a matéria-prima em sua própria cadeia produtiva fechando o ciclo da economia circular.

Carmela Scarpi

Há mais de 10 anos, Alexandre Linhares e Thifany F., da H-AL, criam roupas com histórias que vem de um processo com viés de economia circular. Resíduos de indústrias e ateliês são a matéria-prima que dá origem às coleções produzidas e vendidas de forma constante na loja da Al. Prudente de Moraes, 445, em Curitiba.

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A opção por fechar o ciclo têxtil, e aproveitar os materiais que seriam descartados no processo da indústria de confecção, estimula ainda mais o trabalho de ressignificação da marca. Cada peça, criada de forma orgânica e imersiva, é única tanto pelo processo desenvolvido pelos criadores, como pela própria característica dos materiais que recebem.

divulgação/ H-AL

Foram até agora 9 empresas com quem já trabalharam. Numa pesquisa pontual, realizada durante a conclusão do curso de Eco Design de Alexandre, eles identificaram que com resíduos gerados em um dia dentro de uma confecção de biquínis, a projeção simbolizava R$15.000,00 se calculado o quilo em preço de varejo. “Com estes resíduos, atravessamos três coleções na H-AL. Depois disso, mais e mais resíduos entraram aleatoriamente em nosso ateliê”, contam.

A chegada espontânea de doações à marca estimula Alexandre e Thifany a conduzirem um trabalho criativo com novos desafios. “Trabalhamos com o que recebemos”, explicam. Da curadoria de materiais disponíveis, surgem as coleções que preenchem as araras com produtos de ar artístico, por vezes maximalistas, e ideais para quem quer conceito dentro do guarda-roupa – tanto estético como de marca, pelos valores que vibram na história da H-AL.

Fragmentos de celebração

E das histórias que cabem em ciclos, espalhados por diversos trabalhos que surgiram nos últimos meses, os “fragmentos de celebração” são os mais recentes. A expressão surgiu de materiais vindos do ateliê de noivas Harriete Scarpi.

“Um dia fomos questionados por uma cliente: e se o casamento não deu certo? – referindo-se aos retalhos de vestido de noiva que compunham a peça. Respondemos que não importava se o casamento tinha dado certo ou não. O que importa é que cada retalho contido na peça é um fragmento de celebração, pois no momento que a pessoa fez a encomenda do vestido ela estava celebrando”, contam Alexandre e Thifany.

Das rendas, sedas e organzas que vinham do segmento de festas, compuseram-se quase que integralmente a série “poesia desilusória”, além das peças de renda que participaram da perfomance da abertura da Bienal de Curitiba e do trabalho atual “8 visões” que está exposto no MON (Museu Oscar Niemeyer) até dia 31 de dezembro de 2018.

foto da capa: Divulgação/ Renata Wajdowicz

Para encontrar as novas coleções e histórias da marca, visite a loja-ateliê:

H-AL

Al. Prudente de Moraes, 445 – Mercês – Curitiba/PR

seg-sex: 9:30-18h / sáb: 9:30-14h

www.h-al.com

@halartetextil

 

 

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