A felicidade não se compra

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Sei que hoje eu deveria falar algo sobre o falecimento de Robin Willians, até porque é aqui que discutimos sobre os longas, os atores, seus papeis e o que há por trás das câmeras.

 

Contudo, tanto já foi dito, visto e até falsamente divulgado que decidi abordar o outro lado dessas notícias sobre a morte do grandioso ator: a vida. E para isso escolhi fazer um paralelo, dos acontecimentos atuais, com a mensagem de um dos filmes mais bonitos que já vi: A felicidade não se compra.

 

A felicidade não se compra - filme

 

Gravado em 1945, este filme marca o retorno do diretor Frank Capra às telonas, que, para quem não conhece, foi responsável por escrever a série “Os batutinhas”, na década de 20, ganhou 6 Oscar e chegou a ser o presidente da Academia por 5 anos.

 

Durante a 2ª Guerra, o diretor acabou por se afastar do cinema com produções fictícias porque passou a documentar os conflitos que ocorriam ao redor do mundo. Devido à mensagem que passava aos soldados, com seus documentários, foi agraciado com a Ordem do Império Britânico, entregue por Churchill.

 

 

A felicidade não se compra - filme

 

Em seguida, fundou a Liberty Films, uma produtora que fechou as portas devido ao fracasso de “A felicidade não se compra”.

 

 

Este longa conta a história de um anjo, que para ganhar suas asas recebe a missão de ajudar o bondoso George Bailey (James Stewart) a desistir de se matar, de modo que mostra - em flasbacks - à George como seria a vida das pessoas sem ele presente. Aqui há um mix de fantasia e realidade, drama e comédia que divide e emociona até os espectadores mais chatos. É claro que tem que se considerar o preto e branco da produção e os efeitos característicos dos anos 40, porém afirmo com mais certeza possível que nem mesmo a baixa resolução de algumas exibições é capaz de prejudicar essa obra, é realmente brilhante na sua simplicidade.

 

 

A felicidade não se compra - filme

 

Sei que este filme é considerado um clássico natalino, mas isso se dá mais devido à sua exibição na época de natal que à sua temática, a qual pouco tem a ver com o feriado de dezembro. Na realidade, arrisco em dizer que a obra, sem muita pretensão, mostra como somos importantes para os outros e nem nos damos conta disso; independente da época do ano, dos nossos defeitos ou de qualquer outra coisa.

 

Robin Willians

 

Infelizmente, Willians se foi e, a quantidade de notícias e especulações envolta de sua morte, demonstram-nos que ele, sim, era importante – afinal ensinou muitos a rir até mesmo com os personagens mais simplórios.

 

Beatriz Mattei

 

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