Moda

Colab do NovoLouvre representa o Paraná na quarta edição do Veste Rio

27 de novembro de 2017 - 09h31
Por Even More

foto reprodução

por Aléxia Saraiva

Apesar de passarelas e desfiles continuarem a tomar o imaginário popular quando o assunto é moda, eventos como o Veste Rio conseguem se estabelecer como oportunidades que vão muito além disso. Tendo chegado à sua quarta edição em outubro, o evento provou o quanto o foco em negócios é outra plataforma fundamental para marcas que despontam no cenário nacional.

O maior diferencial do evento foi o Salão de Negócios, que apresentou tendências do outono inverno 2018 por marcas selecionadas para buyers nacionais e internacionais. As únicas marcas paranaenses a estarem presentes foram Novo Louvre, Rocio Canvas e Elayne Fiuza, indo em caráter colaborativo sob o nome do Novo Louvre Colab, ou NL Colab.

Para Mariah Salomão Viana, idealizadora do Novo Louvre e do NL Colab, esse evento veio preencher uma lacuna deixada pelo fim do Salão +B em 2015. O evento acontecia em São Paulo e trazia uma proposta similar à do Veste Rio, com um showroom para buyers nacionais e internacionais. A vantagem desse modelo é o retorno imediato: vendendo na hora para o lojista, há uma estimativa de faturamento, ao contrário de desfiles, que têm um retorno abstrato, como explica Mariah.

A estilista já tinha participado do Salão +B com o Novo Louvre mas esteve presente pela primeira vez nesta edição do Veste Rio. “O Veste Rio tem um ponto de vantagem: ele é tudo – atende varejo, atacado, exposição, evento. É mega completo, em um centro de negócios do país que é o Rio de Janeiro. A gente ficou bem satisfeito de ter novamente uma feira de negócios, que é o que a gente precisa”, explica ela.

A contrapartida, no entanto, é o alto investimento, razão que explica a baixa participação de marcas paranaenses. “Marcas como as nossas, pequenas, de outros estados, vão com apoio local. A gente percebe que no Paraná nós temos muito pouco apoio”.  No entanto, a participação destas marcas na feira é importantíssima, como aponta o estilista da Rocio Canvas, Diego Malicheski. “É muito bacana pra marca já participar de uma feira de negócios. A gente é novo, querendo ou não. Mas um desejo que a gente tem é de explorar o Brasil como mercado, e não ficar só numa venda local, porque é necessário pra gente crescer como business”, complementa.

Diego ainda aponta que esse formato se apresenta como uma ótima alternativa por permitir conciliar a idealização da coleção e o tempo para produção das peças. “É um sistema de vendas sob demanda e sob atacado. Eu crio minha coleção, levo pra essas feiras de exposição e acontece uma compra bem técnica: os lojistas vão, vêm e escolhem o que combina com a loja deles. Esse é um dos momentos mais diferentes das feiras que têm só desfile, porque às vezes o desfile acontece como arte, como conceito – o que é super legal pra reforçar a imagem da marca -, mas não concretiza como uma distribuição daquilo que você viu”, ele explica.

Se vale a pena o investimento? Mariah não tem dúvidas de que sim, já que é uma maneira de ingressar no mercado da moda nacional: “É um investimento necessário. Você tem que estar lá, senão você praticamente não existe. Além de ter a curadoria e divulgação da Vogue, a gente acaba mostrando a marca para diversos compradores, que são o público-alvo desses eventos”.

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