Cinema

Cinema na moda, Saint Laurent

25 de novembro de 2014 - 13h51
Por Even More

Bom, acredito que hoje preciso começar me desculpando pela ausência nas semanas que passaram, mas, em minha defesa, a causa do meu desaparecimento foi justa. Verão o porquê!!

 

Na quinta-feira (13), lembro-me que acordei com o pé esquerdo e que tudo estava dando errado, de modo que preferi jogar tudo para o alto, deixar de fazer “Aquela” prova na faculdade e fugir para meu lugar favorito no mundo: o cinema. Me Julguem, mas amo encarar uma sessão entre eu, eu mesma e mim, principalmente em dias caóticos.

 

Enfim. Ao chegar ao shopping, para a minha alegria, finalmente, “Saint Laurent” estreava! Como havia comentado em outra oportunidade, amei a primeira cinebiografia do estilista e estava ansiosa para ver a segunda protagonizada por Gaspard Ulliel – o charmoso de “Hannibal, a Origem”.

 

Saint Laurent o filme

 

Ocorre que, em casos assim, quando a temática é a mesma, a comparação entre as obras cinematográficas é inevitável. No entanto ambas foram diferentemente boas! Isso mesmo – “Yves Saint Laurent”, dirigida por Jalil Lesper e “Saint Laurent”, de Bertrand Bonello são longas com características e vida própria e a confusão entre elas é bem pouco provável.

 

É bem verdade que ambas abordam o fato do estilista não gostar da fama e ter um apego pela solidão. Arrisco em dizer que esse lado é passado para o expectador através da trilha sonora.

 

Enquanto que, na primeira obra, o piano e o canto lírico são uma constante, na medida em que o tom é melancólico. Nessa segunda biografia, outros instrumentos são explorados e até o eletrônico é utilizado, de modo que se cria um ambiente pesado, mas não propriamente triste. Coisa de gênio mesmo.

 

Outra grande semelhança, que acaba também por ser uma diferença, é a ruptura do enredo e a mudança de foco durante o longa.

 

Saint Laurent o filme

 

YSL, se me lembro bem, iniciava com o artista da moda ganhando o mais alto cargo da maison de Christian Dior, em que o trabalho e as criações são o objeto principal. Em seguida, a vida pessoal de Saint Laurent e seu relacionamento com Pierre Bergé, bem como o trabalho deste como diretor comercial da grife, vai ganhando espaço.

 

No mesmo sentido, o filme de Bonello também dá destaque a vida pessoal de Yves. Na verdade, olha-se apenas para o estilista, de modo que Pierre não chega nem a ser personagem secundário. Aqui, a moda e os relacionamentos foram mesclados entre idas e vindas do tempo, em que não há um enredo linear, e sim retratos de uma década da vida de Saint Laurent.

 

É fato que essa quebra do tempo e essa ausência de história propriamente dita pode cansar aquele que assiste, mas, acredito, que a coisa toda é tão bem construída que pouco atrapalha e quando percebe já se flagrou qual é o ritmo do longa.

 

Saint Laurent o filme

 

Quanto a fotografia e figurino, esses aspectos técnicos, a meu ver, ganharam destaque em diferentes produções. Explico. Acredito que o trabalho no enquadramento das cenas foi diferenciado na cinebiografia mais recente. Há quadros e recortes que chamam atenção dos mais leigos. No entanto é na obra anterior que o figurino ganha os olhos do expectador.

 

Bom, diante disso, só posso recomendar as duas obras e afirmar, com toda certeza, que não será uma troca de seis por meia dúzia. 

 

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