Bienal de Curitiba traz artistas internacionais para modificar as ruas da cidade

digital_james_bienal-8.jpg

foto GUILHERME DA COSTA

 

texto Assessoria (editado)

 

A Bienal já está em atividade pela cidade e a efervescência cultural que permeia galerias e museus chega também às ruas de Curitiba. Na Carlos de Carvalho, foi o tradicional bar James quem ganhou uma repaginada dentro e fora do estabelecimento. A artista LeDania, 29, é uma das mais prestigiadas representantes da arte urbana colombiana e mundial. Desde pequena é multifacetada — cantava, tocava guitarra, desenhava — e com sete anos entrou em contato com suas primeiras tintas spray.

 

Em Curitiba para a Bienal, a artista foi convidada a interferir na estética da nova casa do James. “O que fiz foram paineis como se fossem vitrais de uma igreja ou de um palácio. Cada um conta uma história e uso metáforas e substituo figuras conhecidas por outros símbolos, para que as pessoas imaginem o que significa aquilo”, explica Diana Ordóñez, que criou sua assinatura a partir do nome grego Leda.

 

Nas paredes vermelhas da entrada e do corredor de acesso ao interior do bar é possível ver alguém parecido com Zeus e várias texturas coloridas, entrelaçadas com simbolismos e muita ironia.

 

foto GUILHERME DA COSTA

 

Convite

 

O convite veio por intermediação do Royce Smith, que trabalha na curadoria desta edição do Bienal de Curitiba e é professor associado de História da Arte e diretor da School of Art, Design and Creative Industries na Wichita State University, nos Estados Unidos.

 

“Estava viajando com Royce em um evento no Paraguai, há dois anos, quando percebi que ele tinha algo diferente, que queria mudar as coisas”, elogiou LeDania, em conversa após o término de sua intervenção nas paredes.

 

As pinturas e a presença de LeDania no James Bar foram cortesias da Bienal, que convidou a casa como parte do projeto de levar a arte para lugares alternativos da cidade.

 

foto GUILHERME DA COSTA

 

“A gente já queria usar grafite em nossas paredes em algum momento e o convite da Bienal não poderia ter vindo em melhor hora. Ter uma artista como a LeDania pintando nossa casa é uma grande honra”, comenta Ana Raduy, sócia-proprietária do James.

 

“Adoramos arte urbana, sempre tivemos isso no bar. E é legal poder fazer isso do lado de fora, para que mesmo as pessoas que não frequentam poderem admirar as obras. A gente poder unir todas essas referências em um lugar só é muito gratificante”, diz. 

newsletter >
Scroll to top