A influencer Guid se desafiou a ficar 30 dias sem usar preto e nós fomos conferir o motivo


por Carmela Scarpi

A cabeça por traz da #desafiosdaGuid é inquieta. A consultora de imagem e criadora do canal Não Repete tem os desafios desde os primeiros passos da sua jornada no mundo fashion, que começou até que tarde, numa mudança drástica de vida. Pensando em como a moda transformou seus sonhos e dia a dia, Guid hoje desafia suas seguidoras a exercerem a criatividade uma vez ao mês durante uma semana e, neste início de ano, ele se propôs outro: ficar um mês sem usar preto. Na semana do primeiro desafio do mês, conversamos com ela para saber um pouco mais sobre tantas outras transformações em que ela acredita.

Assista também: Guid e o Estilo Pessoal (Youtube)

  1. Desafio 30 dias sem preto. Você sempre se mostrou nas redes sociais como uma pessoa bem colorida, o preto não era tanto uma constante, de onde surgiu a ideia de ficar durante 30 dias sem nenhuma peça preta?

Eu já vinha mesmo percebendo que o preto não era algo essencial para mim. A ideia de me desafiar foi para perceber como a real limitação do armário poderia me trazer algum aprendizado ou uma experiência diferente. O objetivo foi sair da zona de conforto mesmo e ver como eu reagiria a isso. Saber que não usava tanto preto eu sabia, agora perceber se ele me faria falta mesmo, só na prática.

  1. O desfio já vem rolando enquanto falamos aqui. O que você pode adiantar até agora que vem sentindo com essa limitação de escolhas? Como acha que esse desafio particular vai repercutir ao final de 30 dias? Consegue imaginar?

Nos primeiros dias eu tinha certeza que ia tirar de letra, pois como falamos eu já não era fã de preto. Porém, limitar o armário transforma ele completamente. Você passa a ter que usar a criatividade de outra forma para inovar nos looks e nas combinações. Parece que além das cores, passei a observar ainda mais as texturas e modelagens das peças. É como ter um armário totalmente novo. Não consigo imaginar como vai ser no final dos 30 dias, mas sei que serei uma pessoa diferente de quando comecei.

divulgação (@guid)
  1. Desde o início da sua trajetória como influenciadora de moda os desafios sempre estiveram presentes. O que significa para você se desafiar sempre em relação à moda?

Significa autoconhecimento. Foi o meu primeiro desafio que transformou totalmente a minha visão de moda. Foi depois dele que percebi que poderia usar a moda a meu favor. As percepções que eu tenho durante os desafios são únicas. Por isso eu proporciono que as pessoas também participem um pouco comigo nesse processo. Algo que me transformou e eu quero que ajude outras pessoas também a se encontrarem.

  1. Quais transformações esses desafios já trouxeram para você em âmbitos fora do estilo pessoal? Consegue citar algum?

Foram muitas transformações. A primeira foi a autoconfiança que ganhei depois do primeiro desafio. Na sequência foi a minha nova profissão! hahaha Eu não seria consultora de estilo se não tivesse passado pelo primeiro desafio. Hoje, eles continuam importantes na construção da minha carreira, pois são um pilar essencial na forma com que desenvolvo meu trabalho. Tanto a minha consultoria quanto o meu conteúdo envolvem os desafios. Então mais do que as experiências pessoais que eu tive, eu quero levar essa sensação para outras pessoas.

  1. E falando em transformações, como você percebe que as pessoas vêm transformando sua relação com a moda nos últimos anos? Tanto com o material roupa (preservação, consumo), como com estilo (saber escolher, seguir ou não tendências)?

Eu vejo uma transformação acontecendo de forma bem rápida nesse sentido. Hoje, as tendências não são – a única forma de se vestir -, são apenas mais uma! Costumo falar que toda tendência que chega, fica. Então hoje, encontrar o estilo pessoal e desenvolver a sua identidade virou uma super tarefa de autoconhecimento. Como tudo que vem, fica; a consequência é a busca por materiais mais confortáveis, duráveis e de mão de obra justa. Toda peça que entra no nosso armário é responsabilidade nossa, então é nossa responsabilidade cuidar da forma com que ela vem (e que seja para ficar).

divulgação (@guid)
  1. Aliás, você acredita que explorar as transformações pessoais através da moda faz com que as pessoas tenham menos preocupações com tendências?

Com certeza! Vou parecer repetitiva, mas se vestir é puro autoconhecimento. Com tantas opções no mercado, precisamos refinar nossas percepções do que gostamos e de como nos sentimos confortáveis com o que vestimos. Isso é encontrar nossa identidade, nosso estilo. É um passo superimportante para definir as escolhas de compras e escolher o que das tendências faz sentido ou não. Acalma o coração esse processo, acredite.

  1. Seus canais são repletos de dicas de estilos e desafios, mas você teria uma dica de primeiro passo sobre como começar um relacionamento saudável e divertido com moda?

Com certeza, essa dica seria: redescubra seu armário! Precisamos conhecer tudo que guardamos lá para ter uma consciência maior do que vamos incluir para fazer parte da nossa vida. Depois de redescobrir, o segundo passo seria perceber o que sente com cada peça. É um processo, mas vale a pena.

  1. Que futuras transformações você acredita que a moda possa te proporcionar em 2019?

Infinitas! Descobri que a moda é uma aliada para os meus dias e para a minha transformação pessoal. Nos vestimos todos os dias, usar isso a nosso favor e como ferramenta positiva para alcançar nossos sonhos é a chave que eu acredito. Por isso eu uso esse recurso como eterna transformação, em 2019 não vai ser diferente.

  1. E, claro, são 30 dias sem preto. Existe a chance de um desafio 30 dias de preto?

Existe sim! hahaha A ideia esse ano é passar por mais dessas experiências de moda. Claro que comecei um pouco dentro da minha zona de conforto com as cores. Mas tenho certeza que o preto me traria muita experiência nova e sentimentos que eu desconheço totalmente. Só de imaginar esse desafio me dá um frio na barriga, acho que isso é coisa boa, né? hahaha

 

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