8 certificações mais procuradas por marcas


A busca por confiabilidade na transparência de processos com o consumidor, faz com que muitas marcas encontrem nas certificações a segurança e garantia de um mercado instável como o brasileiro. As falhas legislativas em regulamentações ambientais tornam frágeis a audição de processos por esta via e, para se assegurarem como competitivas em um mercado internacional, a saída pelas agências de certificação também se mostra uma opção diante de buyers internacionais.

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Para o consumidor é importante notar alguns dos selos mais comuns do mercado e entender o que eles significam. Hoje, listamos os XX mais comuns para que você saiba identificar a certificação numa próxima compra.

1.ABR: a sigla que nomeia a Algodão Brasileiro responsável é um programa da ABRAPA que fomenta três pilares na produção e cultivo do algodão no Brasil: social, ambiental e econômico.

O programa prevê um cultivo mais sustentável do insumo e uma boa visão do algodão nacional dentro do mercado interno, como internacional. Com metas de preservação do meio-ambiente, o foco está na proteção de nascentes, cursos e reservas de água, além da preservação dos biomas e do solo e qualidade do ar.

O programa prevê também as adequações tanto no processo e como na escala, garantindo uma evolução do setor de forma responsável. Desde 2009 em atividade, o programa se chamava anteriormente Programa Socioambiental da Produção de Algodão (Psoal) – quando foi unificado com o protocolo do Instituto Algodão Social (IAS, em Mato Grosso) passou a ser chamado de ABR. Hoje, por meio de bechmarketing com o Better Cotton Initiative (BCI), ambos os protocolos são unificados também .

Infos: https://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/algodao-brasileiro-responsavel.aspx

2. Blue Sign®: Autonomeado como um sistema holístico, a certificação Blue Sign busca soluções em toda a cadeia para uma produção mais sustentável social e ambientalmente.

Responsáveis pelo rastreio de têxteis pelo todo o processo, eles sugerem melhorias em etapas do chão de fábrica ao produto final para mudar o impacto do têxtil durante sua manufatura. O órgão independente faz audições para verificar a confiabilidade das soluções apresentadas, encorajando a indústria a se tornar mais sustentável em cada etapa.

Infos: https://www.bluesign.com/en

3. C2C: O padrão Credle to Cradle™  talvez um dos mais comumente citados tem como meta a implementação de economia circular dentro do setor.  A certificação vai muito além da área têxtil e está enraizada nos princípios de design listados por William McDonough e Dr. Michael Braungart. Para a certificação há uma colaboração conjunta entre empresa, especialistas técnicos da área, líderes de mercado e o público.

São cinco categorias com avaliação de desempenho para a certificação: saúde do material, reutilização, energia renovável e gerenciamento de pegada de carbono, administração de recursos hídricos e impacto social. Concedida em níveis, a C2C garante categorias Básica, Bronze, Prata, Dourado e Platina. Para estimular a melhoria crescente, além das categorias, a certificação exige renovação a cada dois anos.

Infos: https://www.c2ccertified.org/

4. FairWear Foundation (FWF): inspirada em criar uma cadeia produtiva de responsabilidade compartilhada, a FairWear busca a justiça social na indústria global da moda. A metodologia de verificação do selo é exclusiva (Brand Performance Check) e investiga o nível de integração social nas principais práticas comerciais da empresa e avalia como as práticas de gerenciamento e compra da marca apoiam o Código de Práticas Trabalhistas da FairWear, um conjunto de normas trabalhistas derivadas Convenções da OIT e Declaração da ONU sobre Direitos Humanos.

A organização sem fins lucrativos trabalha em conjunto com marcas de vestuário, fábricas, sindicatos, ONGs e governos para melhorar as condições de trabalho de trabalhadores de vestuário.

Infos: https://www.fairwear.org/

5. Forest Stewardship Council (FSC): O selo também bastante comum e não restrio ao setor têxtil, busca certificação de matérias-primas não agressivas ao meio-ambiente. A auditoria é feita por órgãos competentes que avaliam os 10 princípios gerias da instituição e 57 critérios que se aplicam a florestas certificadas. Os princípios vão dos direitos de povos indígenas à redução de impacto na manipulação da floresta.

Infos: https://us.fsc.org/en-us

6. GOTS: A sigla corresponde ao padrão internacional para certificação de têxteis orgânicos. A verificação prevê que apenas produtos com 70% de fibras orgânicas podem ser certificados, além de que os insumos químicos (como corantes, por exemplo) devem atender aos critérios ambientais e toxicológicos da certificadora.

Além disso são avaliados: tratamento de água residual para quaisquer procedimentos úmidos, com uma estação que cumpra critérios sociais. O selo é bastante comum no mercado europeu, e pode ser uma excelente entrada a padrões internacionais de venda.

Infos: https://www.global-standard.org/

 7. OEKO TEX®: A certificação tem diferentes níveis e procura garantir compras seguras de forma ambiental e social. As etiquetas STANDARD 100 da OEKO-TEX® e LEATHER da OEKO-TEX® são concedidas a marcas e processos que passam no teste de substâncias nocivas e, portanto, são seguros do ponto de vista ecológico e humano. Com a etiqueta MADE IN GREEN by OEKO-TEX®, o padrão identifica tecidos que foram testados para substâncias nocivas e também fabricados sob condições de trabalho sustentáveis. A certificação STeP by OEKO-TEX® e a análise DETOX TO ZERO da OEKO-TEX® otimizam o processo de fabricação da produção de têxteis e couro ecológica e socialmente responsável. O ECO PASSPORT da OEKO-TEX® identifica produtos químicos, auxiliares e corantes ecológicos usados ​​na indústria têxtil e de couro.

Infos: https://www.oeko-tex.com/en/

8. PETA: É a certificação mais comum entre produtos veganos e também a maior organização de direitos dos animais do mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores. Apesar de ser mais frequentemente usada para a indústria de cosméticos – certificando que nenhum dos ingredientes é derivado ou foi testado em animais – ela pode ser concedida também para a indústria da moda, em especial de bolsas e calçadista. Além da certificação a um esforço para educação pública sobre crueldade animal.

Infos: https://www.petalatino.com/

 

 

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