“12 anos de escravidão” e “Philomena”


Daremos continuidade às avaliações dos principais filmes indicados ao Oscar, como já fizemos com “O Lobo de Wall Sreet” , “Trapaça”, “Ela”, , “Capitaõ Phillips”, “Gravidade” e até o infantil “Frozen”. Hoje, portanto, o post será destinado às últimas estreas do fim de semana – pelo menos em Curitiba. “12 anos de escravidão” e “Philomena”, possuem muito em comum, além de serem baseados em fatos reais, retratam episódios históricos dramáticos com uma boa equipe de produção e são ótimos!

 

 

“12 anos de escravidão”, como muitos sabem, é um dos favoritos ao Oscar, concorrendo em 9 categorias, sendo 6 de maior prestígio.  Acredito que é bem o gosto dos críticos da Academia, pois retrata a jornada de Solomon Northup, um negro livre vivido por Chiwetel Ejiofor, que acaba sendo sequestrado e obrigado a viver como escravo. Isso se dá, acho eu, porque a grande sacada do diretor Steve McQueen – elogiado por muitos – é o enfoque não apenas no sofrimento do personagem principal, mas de todos aqueles que passaram pelo trabalho de servidão. Assim, por trás do protagonista, há uma crítica histórica bem produzida.

 

 

As únicas dificuldades que percebo que o espectador enfrenta são as cenas de castigo e o andamento lento, pois o enredo em si não evolui muito disso que acabei de relatar. A história se resume nos 12 anos de trabalho forçado, como bem informa o título. Porém, o trabalho do elenco ao retratar esse período e as cenas fortes são dignos de deixar aquele que assiste vidrado na obra até que a ela termine.

 

Desta maneira, “12 anos de escravidão” acaba sendo uma trama pesada, diferente de “Philomena” que é leve, mesmo mostrando a procura incansável de uma mãe por seu filho, vendido por freiras católicas, na Irlanda da década de 50, a um casal norte-americano.

 

 

Sim, a leveza realmente ocorre devido aos diálogos engraçados e ironias que marcam a diferença entre Philomena, doce e católica senhora, interpretada por Judi Dench; e Martin, mal-humorado jornalista intelectual que a ajuda nesta busca.

 

Ambos os personagens possuem visões, hábitos e opiniões distintas que acabam se confrontando, e causam episódios divertidos que enriquecem toda a trama.   

 

E assim como em “12 anos de escravidão”, “Philomena” utiliza muito bem um contexto perturbador para abordar temas delicados sem cansar o espectador. Realmente, excelente filme!

 

 

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